segunda-feira, 5 de novembro de 2012

E se a água pudesse ser captada do ar?

A Eole Water, empresa localizada em Sainte-Tulle na França, desenvolveu uma turbina eólica capaz de produzir água potável: é a WMS1000.
Foram mais de 18 meses de desenvolvimento e testes (somente para este modelo) e 2 milhões de euros investidos para o lançamento do modelo idealizado por Marc Parent, fundador da empresa.
Apesar de ser uma ideia bem diferente do que estamos acostumados a ver, o conceito é simples, parecido com o que acontece em um ar condicionado. Você já deve ter visto aqueles aparelhos de ar condicionado de parede que ficam gotejando a água que condensa na parte externa. Pois é, Marc Parent observou o fenômeno e pensou: Por quê não aproveitar essa água?


Mas ele foi além: pensou em utilizar energia eólica para abastecer de energia o processo de condensação da umidade da atmosfera. E não é que deu certo! A WMS1000 pode chegar a gerar 1500 litros de água potável por dia dependendo das condições climáticas. Uma solução apropriada para locais com acesso escasso à água e à energia elétrica.
O condensador possui um comprimento equivalente de 5 km. Após a condensação, a água passa por um simples processo de tratamento e desinfeção para garantir a qualidade.

O que mais você acha que não é possível?


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Inovações Energéticas para um Futuro mais Iluminado

                                
Não vou dizer que são necessariamente as “coisas mais importantes” na área, mas são inovações que me chamaram a atenção e me deixaram mais otimista – em vários aspectos – sobre o futuro. Algumas delas talvez não pareçam grande coisa, mas farei o melhor para explicar porque acho todas elas tão incríveis.

1. Robôs que instalam painéis solares


© Gehrlicher Solar AG.
Essa requer pouca explicação: robôs são muito melhores que humanos nas tarefas repetitivas que exigem um alto nível de precisão. O custo e o tempo de construção de grandes fazendas de energia solar – seja fotovoltaica ou térmica – seria bastante reduzido com a ajuda de nossos amigos robóticos. Eles podem até lavar os painéis e espelhos!

2. Turbinas eólicas gigantes


© Siemens.
Pode não parecer grande coisa. Afinal, as turbinas eólicas estão ficando cada vez maiores há décadas. Mas achei muito legal sermos capazes de construir essas estruturas descomunais (que estão longe de ser uma proeza menor da engenharia). E como o segredo das turbinas eólicas é a superfície ocupada pelas hélices, seu tamanho importa exponencialmente. Sobretudo em alto mar, em que metade do esforço consiste em transportar o equipamento até lá: é quase tão difícil instalar turbinas de 2MW quanto de 6 MW. Portanto, é melhor escolher logo as maiores e gerar mais energia limpa.

3. Baterias de metal líquido

                        
                                       TED/Screen capture.

Essa é realmente empolgante! Como constatamos no novo boom da energia solar na Austrália, o armazenamento de energia renovável é fundamental para atender aos picos de demanda, o que um dia permitirá o fechamento das usinas de combustíveis fósseis. Enquanto houver picos durante a noite, quando a geração de energia solar diminui, elas ainda serão necessárias. Mas se pudermos armazenar energia solar e eólica, a coisa muda de figura. E uma das saídas potenciais são baterias de metal líquido de baixo custo, projetadas especificamente para esse fim.

4. A energia das ondas: devagar e sempre


© OPT.
A energia das ondas é como o primo distante da energia solar e eólica. As pessoas o veem perambulando pelas reuniões familiares, mas ninguém o conhece muito bem e ele raramente aparece. Talvez ela alcance seus primos em termos de custo e implementação, mas achei ótimo que esteja avançando e que mais projetos piloto e comerciais estejam lentamente sendo aprovados. Em alguns casos, tenho certeza de que a energia das ondas será mais adequada que a eólica em alto mar –e é ótimo ter uma indústria pronta para ocupar esse nicho.

5. Financiamento inovador para energia solar residencial

                      6-inn-tecnologicas-financiamiento-solar
No passado, se você quisesse instalar painéis solares no seu telhado, teria que desembolsar dezenas de milhares de dólares. Poucas pessoas tinham cacife para isso, mesmo se soubessem que economizariam dinheiro a longo prazo. Mas graças ao inovador modelo de financiamento de empresas como SolarCity (que hoje é a maior instaladora de painéis residenciais nos Estados Unidos), já é possível gerar energia solar e arrendar o sistema com o dinheiro economizado em eletricidade. Resumindo, com os painéis solares, sua conta de luz despenca. Não é o máximo? É um modelo tão interessante que o Google investiu uma nota preta para financiar o modelo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Carros Elétricos - Alguns Fabricantes


Veículos elétricos
BMW
A BMW é um fabricante de automóveis alemães fundada em 1917. Ocupa o 14º lugar entre os maiores fabricantes de automóveis mundiais, sendo essencialmente fabricante de veículos de gama alta.  Gama veículos elétricos da BMW
ActiveHybrid 7
BMW ActiveHybrid 7Descrição
Veículo de passageiros sedan de gama alta híbrido (Motor elétrico e motor gasolina).
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 250 km/h
Emissões CO2 (Ciclo combinado): 219 g/km
Potência:  342 kW (Elétrico+gasolina)
Dim: largura 2.13 m, altura 1,49 m, comprimento  5.07 m
ActiveHybrid X6
BMW ActiveHybrid X6Descrição
Veículo de passageiros SUV de gama alta híbrido (Motor elétrico e motor gasolina).
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 236 km/h
Emissões CO2 (Ciclo combinado): 231 g/km
Potência:  357 kW (Elétrico+gasolina)
Dim: largura 2.19 m, altura 1,71 m, comprimento  4.88 m

Mitsubishi
Mitsubishi Motors Corporation é o sexto maior fabricante de automóveis do Japão. Faz parte de um dos maiores conglomerados industriais Japoneses, Mitsubishi Group, tendo começado a fabricar carros em 1917.

Mitsubishi
Mitsubishi Motors Corporation é o sexto maior fabricante de automóveis do Japão. Faz parte de um dos maiores conglomerados industriais Japoneses, Mitsubishi Group, tendo começado a fabricar carros em 1917.
Gama veículos electricos da Mitsubishi
I MiEV
i-MiEVDescrição
Veículo ligeiro de passageiros 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 4
Velocidade Máxima: 130 km/h
Autonomia: 160 km
Potência: 47 kW
Dim: largura 1.48 m, altura 1.60 m, comprimento 3.33 m
 

Smart
A Smart é um fabricante alemão de minicarros compactos, parte do grupo Daimler AG. Ideia original dos fabricantes de relógios da marca Swatch, a Smart foi fundada em 1994, tendo começado a fabricar automóveis em 1998.


Gama veículos electricos da Smart
Smart fortwo electric drive
Smart fortwo edDescrição
Veículo minicompacto citadino de passageiros 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 2
Velocidade Máxima: 120 km/h
Autonomia: 140 km
Potência: 55 kW
Dim: largura 1.52 m, altura 1.55 m, comprimento 2.50 m
 

Renault
Fabricante francês de veículos, fundada em 1898. É o décimo maior construtor automóvel do mundo, tendo nos últimos anos feito uma grande aposta na construção de veículos totalmente elétricos.
A gama ZE da Renault representa a primeira geração de veículos, tendo sido lançados, no ano de 2012, os primeiros veículos desenvolvidos como carros elétricos.
Gama veículos eletricos da Renault
Fluence ZE
FluenceZEDescrição
Veículo gama alta classe berlina 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 135 km/h
Autonomia: 160 km
Potência: 70 kW
Dim: largura 1.81 m, altura 1.46 m, comprimento 4.75 m
Kangoo ZE
Nissan LeaftDescrição
Veículo comercial ligeiro com versões para transporte e cargas, 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 2 ou 5
Velocidade Máxima: 130 km/h
Autonomia: 170 km
Potência: 44 kW
Dim: largura 1.83 m, altura 1.82 m, comprimento 4.21m
Twizy
Nissan LeaftDescrição
Veículo ultracompacto 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 2
Velocidade Máxima: 80 km/h
Autonomia: 115 km
Potência: 15 kW
Dim: largura 1.19 m, altura 1.46 m, comprimento 2.32 m
ZOE
ZOEDescrição
Veículo urbano 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 4
Velocidade Máxima: 135 km/h
Autonomia: 210 km
Potência: 65 kW
Dim: largura 1.73 m, altura 1.57 m, comprimento 4.08 m

Nissan
A Nissan é o segundo maior fabricante Japonês de automóveis e 6º mundial.
A aposta da Nissan em veículos elétricos concretizou-se em 2011 com o lançamento do primeiro carro de série totalmente elétrico.Gama veículos elétricos da Nissan
Leaf
Nissan LeafDescrição
Veículo de passageiros ligeiro urbano 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima:  145 km/h
Autonomia: 160 km
Potência: 80 kW
Dim: largura 1.77 m, altura 1.55 m, comprimento 4.45 m


Toyota
A Toyota é atualmente o maior fabricante de automóveis do mundo.
Foi pioneira na procura de alternativas realistas aos automóveis com motores de combustão interna, através do desenvolvimento de veículos híbridos.

Gama veículos elétricos e híbridos da Toyota
Prius
Toyota PriusDescrição
Veículo de passageiros ligeiro híbrido (Motor elétrico e motor gasolina).
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 180 km/h
Emissões CO2 (Ciclo combinado): 89 g/km
Potência:  14 CV (elétrico) 88 CV (gasolina)
Dim: largura 1.69 m, altura 1,53 m, comprimento  3.90 m
Auris Híbrido
Toyota Auris HíbridoDescrição
Veículo de passageiros ligeiro híbrido (Motor elétrico e motor gasolina).
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 180 km/h
Emissões CO2 (Ciclo combinado): 93 g/km
Potência:  60 CV (elétrico) / 136 CV (gasolina)
Dim: largura 1.76 m, altura 1,52 m, comprimento  4.25 m
 
 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Emissões de CO2 atrasarão nova Era Glacial, diz estudo

Impressão artística da fauna na região da atual Espanha durante a última Era Glacial
A última Era Glacial na Terra terminou há cerca de 11.500 anos
As emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pela ação do homem terão o efeito de retardar o início da próxima Era Glacial, segundo afirma um novo estudo.
A última Era Glacial terminou há 11.500 anos, e os cientistas vêm há tempos discutindo quando a próxima começaria.
Os pesquisadores usaram dados da órbita da Terra e outros itens para encontrar o período interglacial mais parecido com o atual.
Em um artigo publicado na revista Nature Geoscience, eles afirmam que a próxima Era Glacial poderia começar em 1.500 anos, mas que isso não acontecerá por causa do alto nível de emissões.
“Nos atuais níveis de CO2, mesmo se as emissões parassem agora teríamos provavelmente uma longa duração interglacial determinada por quaisquer processos de longo prazo que poderiam começar para reduzir o CO2 atmosférico”, afirma o coordenador da pesquisa, Luke Skinner, da Universidade de Cambridge.
O grupo de Skinner, que também inclui cientistas da University College London, da Universidade da Flórida e da Universidade de Bergen, na Noruega, calcula que a concentração atmosférica de CO2 deveria cair para menos de 240 partes por milhão (ppm) para que a glaciação pudesse começar.
O atual nível de CO2 é de cerca de 390 ppm, e outros grupos de pesquisadores já mostraram que mesmo se as emissões parassem instantaneamente, as concentrações se manteriam elevadas por pelo menos mil anos, o suficiente para que o calor armazenado nos oceanos provocasse potencialmente um significativo derretimento do gelo polar e o aumento do nível do mar.

Ciclos de Milankovitch

A causa básica das transições entre as Eras Glaciais e os períodos interglaciais são as variações sutis na órbita terrestre conhecidas como ciclos de Milankovitch, descritas pelo cientista sérvio Milutin Milankovitch há quase um século.
Essas variações ocorrem em períodos de dezenas de milhares de anos.
Iceberg descongelando
Derretimento do gelo contribui para lançamento de dióxido de carbono na atmosfera
A maneira precisa como elas mudam o clima da Terra entre os períodos interglaciais, mais quentes, e as Eras Glaciais a cada 100 mil anos mais ou menos não é conhecida.
Por si só, as variações não são capazes de levar a uma diferença de temperaturas de cerca de 10 graus Celsius entre a Era Glacial e o período interglacial.
As pequenas variações iniciais são amplificadas por vários fatores incluindo o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera quando o aquecimento começa e a absorção do gás pelos oceanos quando o gelo se forma novamente.
Também está claro que cada transição é diferente das anteriores, porque a combinação que precisa de fatores orbitais não se repete exatamente – apesar de condições muito semelhantes acontecerem a cada 400 mil anos.
As diferenças de um ciclo para o seguinte seriam a razão de os períodos interglaciais não terem sempre a mesma duração.
"O ritmo de mudança com o CO2 é basicamente sem precedentes, e há enormes consequências se não pudemos lidar com isso"
Luke Skinner, da Universidade de Cambridge, coordenador da pesquisa
Usando análises de dados da órbita terrestre, além de amostras de rochas retiradas do fundo do oceano, a equipe de Skinner identificou um episódio chamado Estágio Marinho Isótopo 19c (ou MIS19c), há 780 mil anos, que mais se parece com o presente.
Segundo eles, a transição para a Era Glacial foi sinalizada por um período quando o esfriamento e o aquecimento se revezaram entre os hemisférios norte e sul, provocados por interrupções na circulação global de correntes oceânicas.
Se a analogia ao MIS19c for correta, essa transição deveria começar em 1.500 anos, segundo os pesquisadores, se as concentrações de CO2 estivessem em níveis “naturais”.

Endosso

As conclusões mais amplas dos pesquisadores foram endossadas por Lawrence Mysak, professor-emérito de ciências atmosféricas e oceânicas na Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, que também investigou as transições entre as Eras Glaciais e os períodos interglaciais.
“A questão-chave é que eles estão olhando para 800 mil anos atrás, o que é duas vezes o ciclo de 400 mil anos, então eles estão olhando para o período correto em termos do que poderia ocorrer sob a ausência de forças antropogênicas”, disse ele à BBC.
Mas ele sugeriu que o nível de 240 ppm de CO2 para provocar a próxima glaciação poderia ser muito baixo. Outros estudos sugeriram que esse nível poderia ser 20 ou até 30 ppm mais alto.
“Mas em todo caso, o problema é como chegamos a 240, 250 ou o que quer que seja? A absorção pelos oceanos leva milhares ou dezenas de milhares de anos, então não acho que seja realista pensar que veremos a próxima glaciação na escala natural”, explicou Mysak.

Oposição

Chaminé na China
Grupos que se opõem à limitação das emissões dizem que elas podem evitar nova Era Glacial
Grupos que se opõem à limitação das emissões de gases do efeito estufa já citam o estudo como uma razão para apoiar a manutenção das emissões humanas de CO2.
O grupo britânico Global Warming Policy Foundation, por exemplo, cita um ensaio de 1999 dos astrônomos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, que argumentavam: “A volta das condições da Era Glacial deixariam grandes frações das maiores áreas produtoras de alimentos do mundo inoperantes, e levaria inevitavelmente à extinção da maioria da população humana presente”.
“Precisamos buscar um efeito estufa sustentado para manter o presente clima mundial vantajoso. Isso implica a habilidade de injetar efetivamente gases do efeito estufa na atmosfera, o oposto do que os ambientalistas estão erroneamente defendendo”, dizem.
Luke Skinner e sua equipe já antecipavam esse tipo de reação.
“É uma discussão filosófica interessante. Poderíamos estar melhor em um mundo mais quente do que em uma glaciação? Provavelmente sim”, observa ele.
“Mas estaríamos perdendo o ponto central da discussão, porque a direção em que estamos indo não é manter nosso clima quente atual, mas um aquecimento ainda maior, e adicionar CO2 a um clima quente é muito diferente de adicionar a um clima frio”, diz.
“O ritmo de mudança com o CO2 é basicamente sem precedentes, e há enormes consequências se não pudemos lidar com isso”, afirma.