segunda-feira, 28 de setembro de 2015

ONU disponibiliza curso gratuito em energias renováveis

Depois de mais de 40000 pessoas de cerca de 133 países participarem do Programa de Capacitação Técnica sobre Energias Renováveis, a ONU reabriu as inscrições para o curso. O objetivo é formar novos profissionais e incentivar estudos na área, buscando aprimoramento e inovação em energias limpas. Todo o programa é disponível online e o curso é aberto e gratuito.
 

 
A ideia do programa é oferecer um conteúdo atualizado sobre novas tecnologias e promover informação relacionada a energias limpas, focando tanto em profissionais quanto em gestores de políticas. Elaborados por instituições renomadas do setor energético, os temas propõe uma revisão sobre temas já conhecidos, além de demonstrar novas aplicações e exemplos práticos.
O conteúdo foi desenvolvido pelo Observatório de Energias Renováveis para a América Latina e Caribe, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).

                             sustentabilidade - Saiba qual é o nível de produção de energia eólica no Brasil
             Os cursos foram homologado pela ONUDI, Universidade de Salamanca, 
       Universidade Politécnica de Madri, Centro CIEMAT e pela Fundação CEDDET.

Com módulos disponíveis em português, inglês e espanhol, o curso aborda diversos temas, como Energia e Mudanças Climáticas; Energia Mini-Eólica; Biogás; Energia Mini-Hidrelétrica; Energia Solar Térmica; Energia Solar Fotovoltaica; Eficiência Energética em Edifícios.
Depois de passarem pelos sete módulos, os alunos aprovados recebem um certificado digital. A ideia é formar pessoas para desenvolver projetos de energia renovável.



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Elaboração de Projetos Elétricos e de Automação

Olá caros visitantes do blog EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, gostaria de informar que desenvolvo Projetos Elétricos e de Automação, Projetos Eletromecânicos de  Painéis elétricos e de Automação Industrial.
 
Contato para Orçamentos



Um forte Abraço,


Uilliam Leandro 




terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Eficiência e economia em iluminação: NanoLight

NanoLight: a lâmpada LED mais eficiente do mundo

Nasceu a NanoLight, descrita como sendo a lâmpada mais eficiente do mundo em termos energéticos. Ela emite mais de 1600 lumens usando apenas 12 watts de potência, o que a coloca no patamar das de 100 watts.


As lâmpadas LED tornaram-se populares devido à sua eficiência energética e longevidade. Embora existam muitos modelos de 20-60 watts disponíveis no mercado, a omnidireccional NanoLight é o primeiro dispositivo equivalente aos de 100 watts. Esta lâmpada descarta a necessidade de um dissipador de calor e revela-se 87% mais eficiente do que os incandescentes comuns. Usa ainda menos 50% de energia do que uma fluorescente compacta.

Segundo o Inhabitat, a NanoLight está disponível em três modelos. O modelo de 12 watts custa €34 (R$ 92), valor que facilmente se recupera através da economia em energia eléctrica, já que o período de vida útil da lâmpada se situa entre os 25 e os 30 anos.

Os componentes eletrônicos de LED do dispositivo são montados numa placa de circuito impresso dobrado, de forma a assemelhar-se a uma lâmpada tradicional, utilizando a tecnologia de montagem na superfície.


As três versões estão disponíveis em 120V AC e 220-240V AC, logo são compatíveis com diferentes regiões geográficas.


A criação é de Gimmy Chu, Tom Rodinger e Christian Yan, da Universidade de Toronto. Está agora a ser lançada através de uma campanha da Kickstarter.





O bulbo Coolest Light

Neste projeto de eficiência energética permite muito pouca energia perdida devido ao calor. Você nunca vai queimar a mão ao tocar na NanoLight.


Ultra Bright e Energia Eficiente!

Para a quantidade de energia que utilizada, a NanoLight produz mais luz visível para o olho humano do que qualquer outra lâmpada branca disponível no mercado.

O brilho de uma lâmpada é medida em lúmens  que é uma medida da luz total visível emitida por uma fonte. Abaixo está uma comparação da quantidade de lúmens por watt proporciona a NanoLight comparação com outras lâmpadas existentes no mercado.

Lumens per Watt Comparison Chart
Lúmens por Watt Gráfico de comparação
O NanoLight opera a 133 lúmens por watt que é cerca de 200% melhor do que outras lâmpadas disponíveis no mercado!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

E se a água pudesse ser captada do ar?

A Eole Water, empresa localizada em Sainte-Tulle na França, desenvolveu uma turbina eólica capaz de produzir água potável: é a WMS1000.
Foram mais de 18 meses de desenvolvimento e testes (somente para este modelo) e 2 milhões de euros investidos para o lançamento do modelo idealizado por Marc Parent, fundador da empresa.
Apesar de ser uma ideia bem diferente do que estamos acostumados a ver, o conceito é simples, parecido com o que acontece em um ar condicionado. Você já deve ter visto aqueles aparelhos de ar condicionado de parede que ficam gotejando a água que condensa na parte externa. Pois é, Marc Parent observou o fenômeno e pensou: Por quê não aproveitar essa água?


Mas ele foi além: pensou em utilizar energia eólica para abastecer de energia o processo de condensação da umidade da atmosfera. E não é que deu certo! A WMS1000 pode chegar a gerar 1500 litros de água potável por dia dependendo das condições climáticas. Uma solução apropriada para locais com acesso escasso à água e à energia elétrica.
O condensador possui um comprimento equivalente de 5 km. Após a condensação, a água passa por um simples processo de tratamento e desinfeção para garantir a qualidade.

O que mais você acha que não é possível?


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Inovações Energéticas para um Futuro mais Iluminado

                                
Não vou dizer que são necessariamente as “coisas mais importantes” na área, mas são inovações que me chamaram a atenção e me deixaram mais otimista – em vários aspectos – sobre o futuro. Algumas delas talvez não pareçam grande coisa, mas farei o melhor para explicar porque acho todas elas tão incríveis.

1. Robôs que instalam painéis solares


© Gehrlicher Solar AG.
Essa requer pouca explicação: robôs são muito melhores que humanos nas tarefas repetitivas que exigem um alto nível de precisão. O custo e o tempo de construção de grandes fazendas de energia solar – seja fotovoltaica ou térmica – seria bastante reduzido com a ajuda de nossos amigos robóticos. Eles podem até lavar os painéis e espelhos!

2. Turbinas eólicas gigantes


© Siemens.
Pode não parecer grande coisa. Afinal, as turbinas eólicas estão ficando cada vez maiores há décadas. Mas achei muito legal sermos capazes de construir essas estruturas descomunais (que estão longe de ser uma proeza menor da engenharia). E como o segredo das turbinas eólicas é a superfície ocupada pelas hélices, seu tamanho importa exponencialmente. Sobretudo em alto mar, em que metade do esforço consiste em transportar o equipamento até lá: é quase tão difícil instalar turbinas de 2MW quanto de 6 MW. Portanto, é melhor escolher logo as maiores e gerar mais energia limpa.

3. Baterias de metal líquido

                        
                                       TED/Screen capture.

Essa é realmente empolgante! Como constatamos no novo boom da energia solar na Austrália, o armazenamento de energia renovável é fundamental para atender aos picos de demanda, o que um dia permitirá o fechamento das usinas de combustíveis fósseis. Enquanto houver picos durante a noite, quando a geração de energia solar diminui, elas ainda serão necessárias. Mas se pudermos armazenar energia solar e eólica, a coisa muda de figura. E uma das saídas potenciais são baterias de metal líquido de baixo custo, projetadas especificamente para esse fim.

4. A energia das ondas: devagar e sempre


© OPT.
A energia das ondas é como o primo distante da energia solar e eólica. As pessoas o veem perambulando pelas reuniões familiares, mas ninguém o conhece muito bem e ele raramente aparece. Talvez ela alcance seus primos em termos de custo e implementação, mas achei ótimo que esteja avançando e que mais projetos piloto e comerciais estejam lentamente sendo aprovados. Em alguns casos, tenho certeza de que a energia das ondas será mais adequada que a eólica em alto mar –e é ótimo ter uma indústria pronta para ocupar esse nicho.

5. Financiamento inovador para energia solar residencial

                      6-inn-tecnologicas-financiamiento-solar
No passado, se você quisesse instalar painéis solares no seu telhado, teria que desembolsar dezenas de milhares de dólares. Poucas pessoas tinham cacife para isso, mesmo se soubessem que economizariam dinheiro a longo prazo. Mas graças ao inovador modelo de financiamento de empresas como SolarCity (que hoje é a maior instaladora de painéis residenciais nos Estados Unidos), já é possível gerar energia solar e arrendar o sistema com o dinheiro economizado em eletricidade. Resumindo, com os painéis solares, sua conta de luz despenca. Não é o máximo? É um modelo tão interessante que o Google investiu uma nota preta para financiar o modelo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Carros Elétricos - Alguns Fabricantes


Veículos elétricos
BMW
A BMW é um fabricante de automóveis alemães fundada em 1917. Ocupa o 14º lugar entre os maiores fabricantes de automóveis mundiais, sendo essencialmente fabricante de veículos de gama alta.  Gama veículos elétricos da BMW
ActiveHybrid 7
BMW ActiveHybrid 7Descrição
Veículo de passageiros sedan de gama alta híbrido (Motor elétrico e motor gasolina).
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 250 km/h
Emissões CO2 (Ciclo combinado): 219 g/km
Potência:  342 kW (Elétrico+gasolina)
Dim: largura 2.13 m, altura 1,49 m, comprimento  5.07 m
ActiveHybrid X6
BMW ActiveHybrid X6Descrição
Veículo de passageiros SUV de gama alta híbrido (Motor elétrico e motor gasolina).
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 236 km/h
Emissões CO2 (Ciclo combinado): 231 g/km
Potência:  357 kW (Elétrico+gasolina)
Dim: largura 2.19 m, altura 1,71 m, comprimento  4.88 m

Mitsubishi
Mitsubishi Motors Corporation é o sexto maior fabricante de automóveis do Japão. Faz parte de um dos maiores conglomerados industriais Japoneses, Mitsubishi Group, tendo começado a fabricar carros em 1917.

Mitsubishi
Mitsubishi Motors Corporation é o sexto maior fabricante de automóveis do Japão. Faz parte de um dos maiores conglomerados industriais Japoneses, Mitsubishi Group, tendo começado a fabricar carros em 1917.
Gama veículos electricos da Mitsubishi
I MiEV
i-MiEVDescrição
Veículo ligeiro de passageiros 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 4
Velocidade Máxima: 130 km/h
Autonomia: 160 km
Potência: 47 kW
Dim: largura 1.48 m, altura 1.60 m, comprimento 3.33 m
 

Smart
A Smart é um fabricante alemão de minicarros compactos, parte do grupo Daimler AG. Ideia original dos fabricantes de relógios da marca Swatch, a Smart foi fundada em 1994, tendo começado a fabricar automóveis em 1998.


Gama veículos electricos da Smart
Smart fortwo electric drive
Smart fortwo edDescrição
Veículo minicompacto citadino de passageiros 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 2
Velocidade Máxima: 120 km/h
Autonomia: 140 km
Potência: 55 kW
Dim: largura 1.52 m, altura 1.55 m, comprimento 2.50 m
 

Renault
Fabricante francês de veículos, fundada em 1898. É o décimo maior construtor automóvel do mundo, tendo nos últimos anos feito uma grande aposta na construção de veículos totalmente elétricos.
A gama ZE da Renault representa a primeira geração de veículos, tendo sido lançados, no ano de 2012, os primeiros veículos desenvolvidos como carros elétricos.
Gama veículos eletricos da Renault
Fluence ZE
FluenceZEDescrição
Veículo gama alta classe berlina 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 135 km/h
Autonomia: 160 km
Potência: 70 kW
Dim: largura 1.81 m, altura 1.46 m, comprimento 4.75 m
Kangoo ZE
Nissan LeaftDescrição
Veículo comercial ligeiro com versões para transporte e cargas, 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 2 ou 5
Velocidade Máxima: 130 km/h
Autonomia: 170 km
Potência: 44 kW
Dim: largura 1.83 m, altura 1.82 m, comprimento 4.21m
Twizy
Nissan LeaftDescrição
Veículo ultracompacto 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 2
Velocidade Máxima: 80 km/h
Autonomia: 115 km
Potência: 15 kW
Dim: largura 1.19 m, altura 1.46 m, comprimento 2.32 m
ZOE
ZOEDescrição
Veículo urbano 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 4
Velocidade Máxima: 135 km/h
Autonomia: 210 km
Potência: 65 kW
Dim: largura 1.73 m, altura 1.57 m, comprimento 4.08 m

Nissan
A Nissan é o segundo maior fabricante Japonês de automóveis e 6º mundial.
A aposta da Nissan em veículos elétricos concretizou-se em 2011 com o lançamento do primeiro carro de série totalmente elétrico.Gama veículos elétricos da Nissan
Leaf
Nissan LeafDescrição
Veículo de passageiros ligeiro urbano 100 % elétrico.
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima:  145 km/h
Autonomia: 160 km
Potência: 80 kW
Dim: largura 1.77 m, altura 1.55 m, comprimento 4.45 m


Toyota
A Toyota é atualmente o maior fabricante de automóveis do mundo.
Foi pioneira na procura de alternativas realistas aos automóveis com motores de combustão interna, através do desenvolvimento de veículos híbridos.

Gama veículos elétricos e híbridos da Toyota
Prius
Toyota PriusDescrição
Veículo de passageiros ligeiro híbrido (Motor elétrico e motor gasolina).
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 180 km/h
Emissões CO2 (Ciclo combinado): 89 g/km
Potência:  14 CV (elétrico) 88 CV (gasolina)
Dim: largura 1.69 m, altura 1,53 m, comprimento  3.90 m
Auris Híbrido
Toyota Auris HíbridoDescrição
Veículo de passageiros ligeiro híbrido (Motor elétrico e motor gasolina).
Especificações
Lugares: 5
Velocidade Máxima: 180 km/h
Emissões CO2 (Ciclo combinado): 93 g/km
Potência:  60 CV (elétrico) / 136 CV (gasolina)
Dim: largura 1.76 m, altura 1,52 m, comprimento  4.25 m
 
 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Emissões de CO2 atrasarão nova Era Glacial, diz estudo

Impressão artística da fauna na região da atual Espanha durante a última Era Glacial
A última Era Glacial na Terra terminou há cerca de 11.500 anos
As emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pela ação do homem terão o efeito de retardar o início da próxima Era Glacial, segundo afirma um novo estudo.
A última Era Glacial terminou há 11.500 anos, e os cientistas vêm há tempos discutindo quando a próxima começaria.
Os pesquisadores usaram dados da órbita da Terra e outros itens para encontrar o período interglacial mais parecido com o atual.
Em um artigo publicado na revista Nature Geoscience, eles afirmam que a próxima Era Glacial poderia começar em 1.500 anos, mas que isso não acontecerá por causa do alto nível de emissões.
“Nos atuais níveis de CO2, mesmo se as emissões parassem agora teríamos provavelmente uma longa duração interglacial determinada por quaisquer processos de longo prazo que poderiam começar para reduzir o CO2 atmosférico”, afirma o coordenador da pesquisa, Luke Skinner, da Universidade de Cambridge.
O grupo de Skinner, que também inclui cientistas da University College London, da Universidade da Flórida e da Universidade de Bergen, na Noruega, calcula que a concentração atmosférica de CO2 deveria cair para menos de 240 partes por milhão (ppm) para que a glaciação pudesse começar.
O atual nível de CO2 é de cerca de 390 ppm, e outros grupos de pesquisadores já mostraram que mesmo se as emissões parassem instantaneamente, as concentrações se manteriam elevadas por pelo menos mil anos, o suficiente para que o calor armazenado nos oceanos provocasse potencialmente um significativo derretimento do gelo polar e o aumento do nível do mar.

Ciclos de Milankovitch

A causa básica das transições entre as Eras Glaciais e os períodos interglaciais são as variações sutis na órbita terrestre conhecidas como ciclos de Milankovitch, descritas pelo cientista sérvio Milutin Milankovitch há quase um século.
Essas variações ocorrem em períodos de dezenas de milhares de anos.
Iceberg descongelando
Derretimento do gelo contribui para lançamento de dióxido de carbono na atmosfera
A maneira precisa como elas mudam o clima da Terra entre os períodos interglaciais, mais quentes, e as Eras Glaciais a cada 100 mil anos mais ou menos não é conhecida.
Por si só, as variações não são capazes de levar a uma diferença de temperaturas de cerca de 10 graus Celsius entre a Era Glacial e o período interglacial.
As pequenas variações iniciais são amplificadas por vários fatores incluindo o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera quando o aquecimento começa e a absorção do gás pelos oceanos quando o gelo se forma novamente.
Também está claro que cada transição é diferente das anteriores, porque a combinação que precisa de fatores orbitais não se repete exatamente – apesar de condições muito semelhantes acontecerem a cada 400 mil anos.
As diferenças de um ciclo para o seguinte seriam a razão de os períodos interglaciais não terem sempre a mesma duração.
"O ritmo de mudança com o CO2 é basicamente sem precedentes, e há enormes consequências se não pudemos lidar com isso"
Luke Skinner, da Universidade de Cambridge, coordenador da pesquisa
Usando análises de dados da órbita terrestre, além de amostras de rochas retiradas do fundo do oceano, a equipe de Skinner identificou um episódio chamado Estágio Marinho Isótopo 19c (ou MIS19c), há 780 mil anos, que mais se parece com o presente.
Segundo eles, a transição para a Era Glacial foi sinalizada por um período quando o esfriamento e o aquecimento se revezaram entre os hemisférios norte e sul, provocados por interrupções na circulação global de correntes oceânicas.
Se a analogia ao MIS19c for correta, essa transição deveria começar em 1.500 anos, segundo os pesquisadores, se as concentrações de CO2 estivessem em níveis “naturais”.

Endosso

As conclusões mais amplas dos pesquisadores foram endossadas por Lawrence Mysak, professor-emérito de ciências atmosféricas e oceânicas na Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, que também investigou as transições entre as Eras Glaciais e os períodos interglaciais.
“A questão-chave é que eles estão olhando para 800 mil anos atrás, o que é duas vezes o ciclo de 400 mil anos, então eles estão olhando para o período correto em termos do que poderia ocorrer sob a ausência de forças antropogênicas”, disse ele à BBC.
Mas ele sugeriu que o nível de 240 ppm de CO2 para provocar a próxima glaciação poderia ser muito baixo. Outros estudos sugeriram que esse nível poderia ser 20 ou até 30 ppm mais alto.
“Mas em todo caso, o problema é como chegamos a 240, 250 ou o que quer que seja? A absorção pelos oceanos leva milhares ou dezenas de milhares de anos, então não acho que seja realista pensar que veremos a próxima glaciação na escala natural”, explicou Mysak.

Oposição

Chaminé na China
Grupos que se opõem à limitação das emissões dizem que elas podem evitar nova Era Glacial
Grupos que se opõem à limitação das emissões de gases do efeito estufa já citam o estudo como uma razão para apoiar a manutenção das emissões humanas de CO2.
O grupo britânico Global Warming Policy Foundation, por exemplo, cita um ensaio de 1999 dos astrônomos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, que argumentavam: “A volta das condições da Era Glacial deixariam grandes frações das maiores áreas produtoras de alimentos do mundo inoperantes, e levaria inevitavelmente à extinção da maioria da população humana presente”.
“Precisamos buscar um efeito estufa sustentado para manter o presente clima mundial vantajoso. Isso implica a habilidade de injetar efetivamente gases do efeito estufa na atmosfera, o oposto do que os ambientalistas estão erroneamente defendendo”, dizem.
Luke Skinner e sua equipe já antecipavam esse tipo de reação.
“É uma discussão filosófica interessante. Poderíamos estar melhor em um mundo mais quente do que em uma glaciação? Provavelmente sim”, observa ele.
“Mas estaríamos perdendo o ponto central da discussão, porque a direção em que estamos indo não é manter nosso clima quente atual, mas um aquecimento ainda maior, e adicionar CO2 a um clima quente é muito diferente de adicionar a um clima frio”, diz.
“O ritmo de mudança com o CO2 é basicamente sem precedentes, e há enormes consequências se não pudemos lidar com isso”, afirma.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Fontes alternativas de geração de energia

Energia eólica
Um dos recursos minerais mais importantes do mundo e que está com o fim mais próximo é o petróleo, embora não seja a única fonte de energia, os países têm uma preocupação muito grande, porque é essa que mantém o desenvolvimento econômico e tecnológico, além de oferecer qualidade de vida às pessoas.
Apesar de a energia eólica gerar somente cerca de 1% de toda a eletricidade ao redor do mundo, ela representa uma grande porção em países da Europa. Na Dinamarca, este tipo de energia representa 20% do total; na Espanha, 10% e na Alemanha, cerca de 7%.
Sua capacidade nos EUA foi de 45% no ano passado, alcançando 17 GW (gigawatts). Na China, a energia eólica quase dobrou sua capacidade todos os anos desde 2004.
Mundialmente, espera-se que as instalações deste tipo de energia tripliquem de 94 GW, no final de 2007, para aproximadamente 290 GW em 2012, de acordo com informações da consultoria BTM. 



Todos sabem da limitação dos recursos, diante disso foram criadas fontes alternativas como:

Biomassa
São materiais de origem vegetal como lenha, bagaço da cana, resíduos da indústria de papel, etc., além do biogás (obtido pela decomposição do lixo) que podem ser utilizados para produzir calor ou produzir energia num processo similar ao das termelétricas.
O uso desse tipo de energia será uma tendência mundial, a energia de origem orgânica é baseada na biotecnologia.

Biogás
Gás liberado na decomposição de elementos orgânicos (ex. lixo, esterco, palha etc.) e o biodigestor transforma esses resíduos em gás. A produção de biogás é interessante por dois motivos, diminui a quantidade de resíduos no ambiente e é pouco poluidor.

Energia biológica
São energias que se originam da biomassa ou de microrganismo, a biomassa são fontes de extração de energia (cana, eucalipto etc.). 

- Álcool e Óleos vegetais
O álcool, importante combustível da atualidade, pode ser extraído de vários vegetais (cana, beterraba, cevada, batata, mandioca, girassol, eucalipto etc.), pode ser utilizado de várias formas, mas seu destaque maior é como combustível, que passou a ser utilizado nos automóveis a partir da década de 1970, é bom ressaltar que essa é uma tecnologia brasileira
Atualmente, apenas Brasil e Rússia estão utilizando o álcool como combustível, o Brasil com a cana extrai o etanol, a Rússia com o eucalipto extrai o metanol.
Algumas alternativas de geração de combustíveis podem ser mais promissoras do que o próprio álcool, como é o caso dos óleos que são extraídos de vegetais (mamona, babaçu, dendê, soja, algodão, girassol, amendoim entre outros). O desenvolvimento dessas tecnologias nos últimos anos tem sido deixado de lado por falta de investimentos, o óleo vegetal é mais calorífero que o álcool, assim poderia facilmente substituir o diesel, a gasolina e o querosene, que são combustíveis de fontes limitadas. No mundo essa alternativa energética ainda foi pouco difundida, mas isso é uma questão de tempo.

Energia Solar e Hidrogênio
Os raios solares que incidem na terra possuem uma quantidade incrível de energia, com isso alguns estudos revelam que os raios poderiam produzir muito mais energia do que todas hidrelétricas e termoelétricas do mundo, o problema é que ainda não se sabe como canalizar e armazenar essa energia.
Em países como Alemanha, o governo destina incentivos às residências que instalam coletores solares.
Outra fonte que anda em fase de aprimoramento é a energia de hidrogênio, que produz poucos resíduos e a baixo custo, estima-se que no final dessa década já tenha carros disponíveis com motores movidos a hidrogênio. 

Como funciona a geração de energia solar?
A energia solar é obtida através da conversão direta da luz natural em eletricidade (efeito fotovoltaico). Esse efeito causa o aparecimento de uma diferença de potencial, nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela absorção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental do processo de conversão.
Os raios do sol, ao atingirem o módulo que contém as células fotovoltaicas produzem eletricidade, sob a forma de corrente contínua, similar às das pilhas e baterias automotivas. Esta energia pode ser acumulada em baterias e utilizada à noite ou em longos períodos de mau tempo. Inversores são necessários para converter essa energia elétrica de corrente contínua em corrente alternada, possibilitando a utilização direta em uma residência. 

 
• Benefícios e desvantagens:
A maior vantagem da energia solar é poder ser instalada em locais isolados sem a necessidade de linhas de transmissão. O custo dessa energia ainda é muito elevado e sua aplicação limitada. O maior uso da energia solar, hoje em dia, é em sistemas de aquecimento de água, sem produção de eletricidade.
Porém as células fotovoltaicas, assim como as baterias são fabricadas com materiais (ácidos e metais pesados) que podem causar sérios problemas ambientais se não descartados corretamente.


Marés, Ventos e Energia Geotérmica

O movimento das marés (movimento das águas) move turbinas que podem gerar energia, esse recurso é utilizado em países como Japão e França.

A energia eólica é uma fonte de energia conhecida há muitos anos, pois foi utilizada para mover moinhos, no mundo existem cerca de 30 mil geradores de energia eólica.
A energia geotérmica é extraída do calor vindo do interior da terra, os EUA, Itália e Japão produzem energia dessa natureza, mas esse tipo só é possível em lugares que possuem vulcões ou áreas de concentração de placas litosféricas.
Em países como a Islândia, os gêiseres são aproveitados, são águas quentes que saem interior da Terra que também geram energia geotérmica. 

Energia dos oceanos
Existem duas formas de aproveitamento da energia dos oceanos: a energia das marés (maré-motriz), associada às correntes marítimas, e a energia das ondas, com maior potencial de exploração.
• Maré-motriz - Sistema de geração de energia elétrica que utiliza o movimento de elevação (fluxo) das marés para encher um reservatório e movimentar uma comporta. Quando o nível do mar abaixa (reflui), a comporta se abre, formando uma queda d’água que gira uma turbina ligada a um gerador elétrico. O movimento regular de fluxo e refluxo, a cada 12 horas, é o fator que possibilita o aproveitamento dessa fonte de energia. 

 • Energia das ondas - O aproveitamento é feito empregando, um conjunto de bóias (distantes uns poucos quilômetros da costa) que utiliza o movimento superficial do mar para gerar eletricidade, através de um equipamento que fica em contato com o fundo do mar. É um processo limpo e, atualmente, já existem algumas usinas funcionando no mundo, entre as quais uma na Escócia (750 kW) e outra (400 kW) na ilha de Açores, em Portugal.
Cientistas brasileiros desenvolvem um projeto diferente que utiliza câmaras hiperbáricas. A água é capturada por flutuadores ligados a braços mecânicos, que acionam as bombas de sucção toda vez que uma onda passa. A câmara evita momentos sem água, ou seja, permite um fluxo continuo de água em direção as paletas da turbina. 

Célula a Combustível
Uma célula a combustível é um dispositivo de conversão de energia eletroquímica, que transforma hidrogênio e oxigênio em eletricidade, calor e água. Ao contrário de uma bateria, uma célula a combustível não necessita ser carregada e produzirá energia continuamente desde que seja fornecido o combustível (hidrogênio). É um processo bastante limpo, porém ainda se encontra em fase de pesquisas e testes.
Uma célula a combustível consiste em dois eletrodos (condutor metálico por onde uma corrente elétrica entra num sistema ou sai dele) separados por um eletrólito (condutor de eletricidade, sólido ou liquido, no qual o transporte de carga se realiza por meio de íons). O hidrogênio é alimentado no ânodo (-) (eletrodo para onde se dirigem os íons negativos) e o oxigênio (ou ar) entra na célula através do cátodo (+) (eletrodo de onde partem os elétrons e para onde se dirigem os íons positivos). Através da ação de um catalisador, os átomos de hidrogênio são decompostos em prótons (H+) e elétrons (e-), que seguem caminhos diferentes para o cátodo.
Os prótons (H+) são conduzidos através do eletrólito para o cátodo e os elétrons (e-), que não podem passar através do eletrólito, criam uma corrente elétrica externa que é utilizada antes de regressar ao cátodo, na qual é novamente reunida com os íons positivos de hidrogênio e oxigênio para formar água e calor.