quarta-feira, 22 de junho de 2011

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA





O que é eficiência energética?
Qualquer atividade em uma sociedade moderna só é possível com o uso intensivo de uma ou mais formas de energia.
Dentre as diversas formas de energia interessam, em particular, aquelas que são processadas pela sociedade e colocadas à disposição dos consumidores onde e quando necessárias, tais como a eletricidade, a gasolina, o álcool, óleo diesel, gás natural, etc.
A energia é usada em aparelhos simples (lâmpadas e motores elétricos) ou em sistemas mais complexos que encerram diversos outros equipamentos (geladeira, automóvel ou uma fábrica).
Estes equipamentos e sistemas transformam formas de energia. Uma parte dela sempre é perdida para o meio ambiente durante esse processo. Por exemplo: uma lâmpada transforma a eletricidade em luz e calor. Como o objetivo da lâmpada é iluminar, uma medida da sua eficiência é obtida dividindo a energia da luz pela energia elétrica usada pela lâmpada.
Da mesma forma pode-se avaliar a eficiência de um automóvel dividindo a quantidade de energia que o veículo proporciona com o seu deslocamento pela que estava contida na gasolina originalmente.
Outra fonte de desperdício deriva do uso inadequado dos aparelhos e sistemas. Uma lâmpada acesa em uma sala sem ninguém também é um desperdício, pois a luz não serve ao seu propósito de iluminação.
Também um veículo parado em um engarrafamento está usando mais energia do que a necessária por conta do tempo que fica parado no congestionamento.
Outros fatores mais sutis explicam muitos desperdícios. Um construtor barateia a construção não isolando o "boiler" e os canos de água quente, pois quem pagará pelo desperdício será o consumidor.
Vale notar que esses efeitos se multiplicam à medida que a energia vai migrando por todos os setores da economia. 

O que é Eficiência Energética (EE)?
Trata-se de uma atividade técnico-econômica que objetiva:
• Proporcionar o melhor consumo de energia e água, com redução de custos operacionais correlatos;
• Minimizar contingenciamentos no suprimento desses insumos;
• Introduzir elementos e instrumentos necessários para o gerenciamento energético e hídrico da empresa ou empreendimento.


O que é um projeto de eficiência energética?
Trata-se de atividade que define ações em determinada operação, visando primordialmente a redução de custos com consumo de insumos energéticos e hídricos, apresentando sugestões de viabilidade técnico-econômica de implantação, incluindo as especificações técnicas, o “project finance”, equipamentos, materiais, serviços e as implantações propriamente ditas, além do gerenciamento do projeto e a gestão dos resultados após o término das intervenções.
Assim, qualquer empresa ou empreendimento pode ser beneficiado com projeto de eficiência energética, através de retrofit de ativos operacionais e instalações, e adequação de procedimentos.
Em resumo, é um conjunto de medidas bem definidas que, quando implantadas, levarão a uma redução, previamente determinada, dos custos de consumo de água e/ou energia de uma empresa ou empreendimento, mantendo-se os níveis de produção e da qualidade do produto final.

Investir em ações ambientais dá lucro

Brasil - As empresas investem cada vez mais em sustentabilidade socioambiental não só porque são “boazinhas”, mas porque esse é um negócio que dá lucro. E existem dezenas de formas de uma empresa ganhar mais adotando essas práticas.
Durante o seminário Futura Trends o consultor em Marketing e Meio Ambiente Rogério Ruschel falou sobre o assunto mostrando exemplos e resultados alcançados por empresas como a Natura, Amanco, Banco Real e Bradesco. Destacou ainda pesquisa realizada no Canadá pelo ex-diretor da IBM, Bob Willard, mostrando que uma empresa que adota valores socioambientais na gestão tem aumento no potencial de lucro de 38%.
“Quanto mais uma empresa adota valores socioambientais, mais ela reduz custos, mais ela aumenta lucros, mais reputação constrói, mais inovadora fica e mais se torna eficiente e aumenta o seu valor no mercado”, completa o consultor. Acrescenta que as ações das empresas sustentáveis se valorizam mais do que as que não o são, porque empresas com menores riscos, melhor governança e mais transparência, obviamente têm a preferência dos investidores.
Ruschel cita o caso da Natura que abriu o capital no Novo Mercado em 2004 com valorização de 450% das ações em dois anos. Depois se estabilizaram em 420% na Bolsa de Nova York. Além disso, a empresa brasileira ganhou a liderança do mercado. Adianta que no Brasil há “fila de espera” de empresas para participar do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa.
Sobre as maneiras de aumentar o lucro adotando valores socioambientais, Rogério Ruschel citou que no processo industrial a lucratividade aumentará quanto maior for a eficiência energética, quanto menor for a perda de insumos e quanto menor forem as perdas de matéria-primas e recursos hídricos.
“A AES Tietê aumenta o lucro reduzindo perdas através do plantio de 24 milhões de árvores em 5.700 quilômetros de margens de rios”, comenta, ressaltando que, entre outros benefícios, a companhia ganha aumento de produção de energia ao preservar a água, reduz custos com desassoreamentos e gera renda para cinco mil pequenos produtores de mudas.

Eficiência
Ruschel considera que, quanto mais eficientes forem os equipamentos, menores serão os riscos de paradas, incidentes ou acidentes. E as empresas que investem em sustentabilidade obtêm as melhores taxas de financiamento. Como exemplo, cita o apoio a Projetos de Eficiência Energética com a linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES), Proesco (BNDES Finem).
Outro ponto destacado é a qualificação da mão de obra. Explica que quanto mais bem treinados e eficientes forem os funcionários, maiores serão os resultados financeiros, porque empregados satisfeitos são mais produtivos e rendem mais.
Multas ambientais
Além disso, a empresa com bom comportamento socioambiental poderá obter enormes ganhos com a eliminação de multas ambientais, redução de Termos de Ajuste de Conduta (TACs) que podem exigir a construção de estradas, postos de saúde e até mesmo hospitais para recuperar danos ambientais. “A Sadia aumentou o lucro ao evitar problemas legais e equipou centenas de pequenos produtores de suínos com biodigestores (formato cooperativa)”, comenta Ruschel.
Lembrou ainda a Lei de Resíduos Sólidos, que já foi aprovada, e que vai fazer com que vários setores econômicos, a partir de 2014, se responsabilizem pela recuperação do seu resíduo, incluindo até embalagens. O especialista explica que muitas empresas colocam o bônus que os diretores e executivos recebem atrelado ao cumprimento de metas socioambientais. 

Multas ambientais
Além disso, a empresa com bom comportamento socioambiental poderá obter enormes ganhos com a eliminação de multas ambientais, redução de Termos de Ajuste de Conduta (TACs) que podem exigir a construção de estradas, postos de saúde e até mesmo hospitais para recuperar danos ambientais. “A Sadia aumentou o lucro ao evitar problemas legais e equipou centenas de pequenos produtores de suínos com biodigestores (formato cooperativa)”, comenta Ruschel.
Lembrou ainda a Lei de Resíduos Sólidos, que já foi aprovada, e que vai fazer com que vários setores econômicos, a partir de 2014, se responsabilizem pela recuperação do seu resíduo, incluindo até embalagens. O especialista explica que muitas empresas colocam o bônus que os diretores e executivos recebem atrelado ao cumprimento de metas. 
Fonte: Jornal "O Povo" 
 
 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ilha equipada com energia solar é inaugurada na Coreia

A estrutura é suportada por 24 airbags gigantes e custou cerca de US$ 84 milhões para ser construída. Foto: Reprodução/TecMundo
A estrutura é suportada por 24 airbags gigantes e custou cerca de US$ 84 milhões para ser construída

Acaba de ser inaugurada em Seul, na Coréia do Sul, uma grande ilha flutuante que usa energia solar em seu ambiente interno. Ela é a primeira parte de um projeto de três ilhas do gênero, que estarão interligadas e funcionarão como centro de convenções, local para atividades esportivas, restaurantes, e muito mais.
Localizada no Rio Han, a ilha Viva mede 3.271 metros quadrados e é a primeira a ser inaugurada. Já as ilhas Vista (de 4.737 metros quadrados) e a ilha Tera (de 1.200 metros quadrados) devem ser liberadas para visitação do público apenas em agosto deste ano. A construção está 58% finalizada e o investimento total das três ilhas chegará a US$ 84 milhões.
Pesando duas mil toneladas, a ilha Viva mede 85 metros de comprimento, 49 metros de largura e 3 metros de altura. De toda essa estrutura, apenas 80 centímetros estarão submersos, enquanto o resto dará suporte a 6.400 toneladas de salas, pessoas e equipamentos. A primeira ilha será usada especialmente para eventos culturais e entretenimento.
Pesado, mas flutua!
De acordo com Kim Hyeong-Keon, um dos envolvidos no projeto, "existem ilhas artificiais em Dubai, nos Emirados Árabes, porém elas são uma adição às ilhas naturais já existentes na área. Já as ilhas flutuantes de Seul se destacam por serem completamente feitas pelo homem, flutuando dentro do rio".
A ilha Viva é suportada por 24 airbags gigantes, que seguram toda a estrutura. Para que a flutuação não leve o complexo para longe, o leito do rio recebeu 500 toneladas de blocos de concreto, conectado às ilhas por meio de correntes de metal.
Para assegurar a estabilidade das três ilhas de Seul, a corrente mais longa medirá, no máximo, 69 metros de comprimento, assegurando que tudo fique no lugar mesmo quando o rio estiver mais movimentado. Além disso, um sistema deve monitorar todas as oscilações das três ilhas, para que elas não saiam mais do que um metro de sua posição original.
Completando o projeto, as ilhas serão equipadas com 54 metros quadrados de painéis solares, que devem produzir seis quilowatts de energia por dia. Esse sistema será responsável por levar eletricidade para a parte interna dos complexos e iluminar a parte externa durante a noite.