segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Indicando o caminho da eficiência energética

O consumo de energia no mundo subiu 45% desde 1980 e projeta-se que, em 2030, esteja 70% maior. No centro de nossa estratégia se encontra uma ideia simples e poderosa: usar recursos naturais de forma muito mais produtiva e eficiente é lucrativo e melhor para o ambiente. Podemos adaptar tudo à nova energia mundial. Você pode criar uma estratégia de energia de longa duração com um crescente desempenho, enquanto preserva o ambiente. Salve mais do que o planeta. Aproveite o máximo de sua energia.
Embora todos possam ajudar o planeta desligando as luzes ou diminuindo o aquecimento, isso representa apenas uma pequena fração da emissão de CO2. Por outro lado, os mercados da indústria e predial são responsáveis por mais da metade do consumo de energia atual.
A Eficiência Energética é o meio mais rápido, barato e limpo de reduzir o consumo de energia e conseguir que a emissão de gases do efeito estufa atenda às metas de Kyoto. Ambiciosas ações de Eficiência Energética agora são viáveis: na maioria das instalações existentes, é possível atingir até 30% de economia de energia usando as ofertas e tecnologias existentes.

Você sabia?
Devido à eficiência intrínseca da maioria das usinas elétricas e às perdas na transmissão e distribuição de rede de eletricidade, 1 kWh de utilização em um prédio requer 3 kWh de produção: para cada unidade de energia economizada no prédio, economizamos 3 vezes mais no nível de produção.

Abaixo quatro etapas de sustentabilidade que são um meio de atingir com sucesso a Eficiência Energética:
- Medir o uso de energia para identificar potenciais economias e mau funcionamento;

- Instalar equipamentos e sistemas de baixo consumo;

- Aumentar o uso a longo prazo, implementando recursos de gerenciamento de automação, consultoria, treinamento e acompanhamento enquanto mantém o alto desempenho;

- Analisar continuamente economias de energia por meio de manutenção, supervisão e monitoramento.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como melhorar a eficiência energética na sua empresa

 O setor industrial é responsável por aproximadamente 46% do consumo de energia elétrica no Brasil, do qual somente os motores absorvem 51% da energia consumida. Quando se trata de reduzir desperdícios e economizar energia, as principais recomendações incluem otimização do sistema motor-equipamento, substituição de motores superdimensionados, correção do fator de potência (excedente reativo) e redução dos picos de demanda.
Algumas ações a serem tomadas para eficientização na Indústria em:
Motores
  • Verifique se existem motores superdimensionados e tente adequá-los.
  • Quando for substituir motores, sejam queimados ou superdimensionados, utilize motores de alto rendimento Desligue os motores das máquinas quando estas não estiverem operando.
  • Faça manutenções preventivas periódicas.
  • Verifique se os dispositivos de partida estão adequados.
Iluminação
  • Utilize lâmpadas mais eficientes e adequadas para cada tipo de ambiente. A lâmpada de vapor de sódio, por exemplo, é mais eficiente do que as lâmpadas de vapor de mercúrio ou as mistas.
  • Utilize reatores eletrônicos de boa qualidade.
  • Utilize luminárias espelhadas para lâmpadas fluorescentes.
  • Abuse de recursos que aumentem o aproveitamento da iluminação natural: telhas translúcidas, janelas amplas, tetos e paredes em cores claras.
  • Ligue a iluminação somente onde não haja iluminação natural suficiente e desligue-a sempre que as dependências estiverem desocupadas. Mantenha ligada apenas a iluminação que contribua para a segurança do local.
  • Divida os circuitos de iluminação, de tal forma a utilizá-los parcialmente, sem prejudicar o conforto.
  • Os mesmos cuidados devem ser aplicados a refrigeração, equipamentos elétricos em geral, ar comprimido, fornos elétricos, bombeamento de água entre outros.
Existem programas vinculados ao Ministério da Minas e Energia, executado pela Eletrobrás com os seguintes objetivos:
  • Combater o desperdício de energia elétrica;
  • Estimular o uso eficiente e racional de energia elétrica;
  • Proporcionar benefícios à própria sociedade;
  • Aumentar a competitividade do país.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Carros darão volta ao mundo em 'corrida com emissão zero'

Um grupo de engenheiros dará início nesta segunda-feira a uma corrida de carros ao redor do mundo com veículos elétricos. A energia consumida pelos carros ao longo do período será compensada com geração de eletricidade por fontes renováveis, fazendo com que a corrida tenha "emissão zero" de dióxido de carbono.


Carro elétrico
Cada equipe desenvolveu um carro com motor elétrico para a corrida
 
Carro elétrico 
Cada uma desenvolveu um carro elétrico diferente. Os carros serão abastecidos com energia


Os engenheiros correrão em quatro equipes diferentes, com chegada e partida na cidade suíça de Genebra.
Em 80 dias de corrida, eles planejam dar a volta ao mundo, passando por Berlim, Kiev, Moscou, Xangai, Los Angeles, Cidade do México, Lisboa e outras 150 cidades.
Ao longo do percurso de 30 mil quilômetros, os participantes vão promover coletivas de imprensa e eventos de conscientização sobre o meio ambiente.

Compensação
O evento Zero Emissions Race foi idealizado pelo ambientalista e aventureiro suíço Louis Palmer, que em 2008 deu a volta ao mundo em um carro movido a energia solar. No projeto, batizado de SolarCar, Palmer percorreu 54 mil quilômetros durante 18 meses.
"Nós queremos mostrar que mobilidade elétrica e energias renováveis são uma solução para se ter uma vida ecologicamente equilibrada neste planeta", afirma Palmer.
Em novembro, os engenheiros passarão pela Cidade do México, onde será realizada uma conferência da ONU sobre mudanças climáticas.
Quatro equipes de países diferentes - Suíça, Coreia do Sul, Austrália e Alemanha - vão competir entre si.
Cada uma desenvolveu um carro elétrico diferente. Os carros serão abastecidos com energia elétrica ao longo do caminho, em cada uma das paradas.
Para reduzir as emissões a zero, cada equipe será responsável por gerar a mesma quantidade de energia elétrica consumida pelo veículo no seu próprio país usando apenas fontes renováveis, como energia solar, vento, ondas ou geotérmica. Essa energia é alimentada no sistema elétrico de cada um dos quatro países.
Um dos carros, o sul-coreano Yebbuyana, por exemplo, vai consumir 84,7 watts-hora por quilômetro. Para todo o percurso de 30 mil quilômetros, a equipe terá de gerar 2,54 megawatts-hora - que será produzido por painéis solares na região de Geon-nam, na Coreia do Sul.
Os carros, com lugar para dois passageiros no mínimo, precisam ter capacidade de percorrer no mínimo 250 quilômetros a uma velocidade de 80 quilômetros por hora, antes de pararem para abastecimento.
Por dia, cada carro precisa percorrer no mínimo 500 quilômetros.
A corrida será vencida não por quem chegar antes, mas sim pela equipe que conseguir percorrer o caminho gastando menos energia.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Downloads de artigos sobre eficiência energética

Energy Efficiency in Brazil; 1/1/2010; Pietro Erber e Jayme Buarque de Hollanda. Artigo escrito para a revista "Trade and Environment Review 2009/2010"
Desenvolvendo o Mercado de VE no Brasil (Developing the EV Market in Brazil); 4/12/2007; Antonio Nunes Jr. Artigo escrito para o "23° Simpósio Internacional de VEs -EVS23", Anaheim, 3 a 5 de dezembro de 2007
Caminhão Elétrico Híbrido Etanol para a Indústria da Cana-de-açúcar (Ethanol-Fueled Hybrid Electric Truck for the Sugar Cane Industry); 4/12/2007; Jayme Buarque de Hollanda. Artigo escrito para o "23° Simpósio Internacional de VEs -EVS23", Anaheim, 3 a 5 de dezembro de 2007
Eficiência Energética nos Transportes; 5/10/2007; Jayme Buarque de Hollanda. Palestra realizada no Seminário "Cenários energéticos até 2050 – Tecnologias de Transportes". Rio de Janeiro, 5 de outubro de 2007.
Visão do INEE sobre o tema da Eficiência Energética; 17/8/2007; Pietro Erber, Jayme Hollanda, Osorio de Brito e Orlando Puppin. Palestra feita na "Reunião Conjunta dos Conselhos Diretor, Consultivo e Diretoria do INEE".
Contribuições do INEE ao Workshop sobre Eficiência Energética; 23/7/2007; Jayme Buarque de Hollanda. Workshop sobre Incentivos Financeiros para que as Concessionárias de Eletricidade Invistam em Eficiência nos Usos Finais de Energia” no Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo em 23 de Julho de 2007.
Economia de Energia Predial – um exemplo; 27/4/2007; Geraldo Paixão. Artigo relata projeto de redução do consumo a partir de medidas de eficiência energética tomadas no Edifício Linneo de Paula Machado.
Portaria Interministerial 132/2006; 12/6/2006; MME/MCT/MDIC. Portaria que aprova a regulamentação específica de lâmpadas fluorescentes compactas.
As Conseqüências da Expansão dos Veículos Elétricos no Brasil; 17/2/2006; INEE. Artigo trata das modificações da legislação de eficiência e emissões veiculares, como conseqüência da introdução dos veículos elétricos no Brasil.
Ferramentas para Planejar Energia no Brasil; 15/12/2005; INEE. Estudo sugere que o planejamento de energia considere a eficiência energética.
Contribuição do INEE à Audiência Pública Nº 021/2005 pela ANEEL; 2/9/2005; INEE. Contribuição sobre os critérios para aplicação de recursos em Programas de Eficiência Energética.
Alternative Financing Models for Energy Efficiency Performance Contract Presentation; 19/8/2003; Tom Stoner. Palestra feita no Seminário "Desenvolvendo o Negócio de Contratos de Performance em Eficiência Energética" Rio, 19 e 20 de agosto de 2003.
Alternative Financing Models for Energy Efficiency Performance Contracting; 1/7/2003; Alan Douglas Poole & Thomas H. Stoner, Jr. Por que, Opções, Vantagens e Desvantagens dos Contratos de Performance.
Developing a Guarantee Fund for Energy Efficiency Projects in Brazil; 5/10/2002; Alan Douglas Poole & Thomas H. Stoner, Jr. Este documento explora a criação de um Fundo Garantidor (Fundo de Aval) de Investimentos em Eficiência, notadamente ESCO. Faz parte de um trabalho conjunto com a Índia e China realizado com apoio do Banco Mundial.
Seminário Shirley Hansen; 15/5/2002; Nelson Albuquerque. Ocorrido em 14/05/02, contou com a participação da Drª. Shirley Hansen, consultora internacional em organização de ESCOs e modelos de contrato para financiamento de eficiência energética, presidente do Comitê Executivo do Protocolo Internacional de M&V.
Eficiência Energética das Edificações; 1/5/2002; INEE. Este documento propõe a estruturação de um fórum de Eficiência Energética nas Edificações a fim de provocar um esforço coletivo por parte da sociedade civil e do governo.
A Eficiência Energética e um Novo Modelo para o Setor Energético; 1/8/2001; INEE. Documento que contém as principais propostas feitas pelo INEE para aumentar a eficiência energética no Brasil.
Brazil Mission Report; 3/11/2000; Banco Mundial. Developing Financial Intermediate Mechanisms for Energy Efficiency Investments in Developing Countries.
Conservação de Energia e Emissão de Gases do Efeito Estufa no Brasil; 1/11/1998; Alan D. Poole, Jayme B. de Hollanda & Maurício Tolmasquim. Relatório preparado sob a égide do projeto "Descrição Geral das providências tomadas para implementar as regras acordadas na Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas".
Energy Conservation and Greenhouse Gas Emissions in Brazil; 1/11/1998; Alan D. Poole, Jayme B. de Hollanda & Maurício Tolmasquim. This report was prepared under the auspices of the project "General Description of Measures Taken to Implement the Framework Convention of the United Nations on Climate Change".
O novo mercado de serviços de eficiência energética no Brasil; 1/4/1997; Alan Poole e Howard Geller. Primeiro estudo sobre o mercado de ESCOs no Brasil. Originalmente escrito em inglês. Versão em Português.

Por que se desperdiça energia?

Uma lâmpada incandescente comum tem uma eficiência de 8% (ou seja, 8% da energia elétrica usada é transformada em luz e o restante aquece o meio ambiente). A eficiência de uma lâmpada fluorescente compacta, que produz a mesma iluminação, é da ordem de 32%.
Como o preço da lâmpada eficiente é entre 10 a 20 vezes mais caro do que a comum, a decisão de qual delas comprar dependerá de fatores econômicos que consideram a vida útil de cada uma e a economia proporcionada na conta de luz.
Os cálculos para tomar a decisão acima não são triviais. Exigem o domínio de ferramentas de matemática financeira desconhecidas pela maioria dos consumidores.
A seleção de equipamentos e sistemas mais complexos pode ser mais difícil ainda. Esta é a razão pela qual muitos consumidores usam inadequadamente todas as formas de energia.

O que é eficiência energética?


Qualquer atividade em uma sociedade moderna só é possível com o uso intensivo de uma ou mais formas de energia.
Dentre as diversas formas de energia interessam, em particular, aquelas que são processadas pela sociedade e colocadas à disposição dos consumidores onde e quando necessárias, tais como a eletricidade, a gasolina, o álcool, óleo diesel, gás natural, etc.
A energia é usada em aparelhos simples (lâmpadas e motores elétricos) ou em sistemas mais complexos que encerram diversos outros equipamentos (geladeira, automóvel ou uma fábrica).
Estes equipamentos e sistemas transformam formas de energia. Uma parte dela sempre é perdida para o meio ambiente durante esse processo. Por exemplo: uma lâmpada transforma a eletricidade em luz e calor. Como o objetivo da lâmpada é iluminar, uma medida da sua eficiência é obtida dividindo a energia da luz pela energia elétrica usada pela lâmpada.
Da mesma forma pode-se avaliar a eficiência de um automóvel dividindo a quantidade de energia que o veículo proporciona com o seu deslocamento pela que estava contida na gasolina originalmente.
Outra fonte de desperdício deriva do uso inadequado dos aparelhos e sistemas. Uma lâmpada acesa em uma sala sem ninguém também é um desperdício, pois a luz não serve ao seu propósito de iluminação.
Também um veículo parado em um engarrafamento está usando mais energia do que a necessária por conta do tempo que fica parado no congestionamento.
Outros fatores mais sutis explicam muitos desperdícios. Um construtor barateia a construção não isolando o "boiler" e os canos de água quente, pois quem pagará pelo desperdício será o consumidor.
Vale notar que esses efeitos se multiplicam à medida que a energia vai migrando por todos os setores da economia.